Empresa é acusada de golpe com plataforma que prometia lucro rápido
31/03/2026
(Foto: Reprodução) Empresa é acusada de golpe com plataforma que prometia lucro rápido
Um suposto esquema fraudulento de investimento com promessa de lucro rápido pode ter causado prejuízo a até 3 mil pessoas no Espírito Santo. Segundo vítimas, o negócio funcionava com base no modelo de pirâmide.
O esquema envolvia a empresa EG Investment Group, que oferecia retorno financeiro em dobro após aplicações a partir de mil dólares, pouco mais de R$ 5 mil. No entanto, subitamente, as contas foram bloqueadas, e os saques, impedidos.
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A proposta atraía investidores com a promessa de dobrar o valor aplicado em apenas 30 dias. Um jovem, que preferiu não se identificar, disse que decidiu investir junto com um amigo após conhecer a plataforma, que, segundo ele, tentava passar credibilidade.
"Eles alugavam um espaço, eles faziam buffet, muita coisa atrativa. É uma cegueira. Era uma cegueira e pegava neles (que estavam na frente), e eles passavam para nós (que entramos depois)."
Outro investidor afirmou que a empresa promovia encontros e ações para convencer novos participantes.
As vítimas criaram grupos de mensagens para trocar informações. Um deles tem mais de 800 membros, mas a estimativa é de que até 3 mil pessoas tenham tido prejuízos no estado.
Empresa é acusada de golpe com plataforma que prometia lucro rápido no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
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Esquema de pirâmide
Segundo os relatos, o negócio era, na verdade, um esquema de pirâmide, um tipo de fraude baseado na entrada de novos participantes para gerar ganhos.
Nesse tipo de esquema, o investidor precisa indicar outras pessoas para aumentar os lucros. O crescimento, no entanto, não se sustenta e, quando faltam novos participantes, o sistema entra em colapso, deixando prejuízo para quem está na base.
Apesar da promessa de retorno, os investidores relatam que as contas foram bloqueadas de forma repentina. Os valores chegaram a aparecer como rendimentos na plataforma, mas não puderam ser sacados por causa de mensagens de erro.
"Já vi algumas pessoas, que entraram no mesmo mês que eu, fevereiro, relatando que estavam com problemas no saque, mas os líderes informaram que seria uma questão de instabilidade de rede, então relevamos essa parte", contou o investidor anônimo.
Mas, no último domingo (29), o investidor foi informado de que não seria possível fazer novas investigações ou sacar o dinheiro.
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Participação de empresária capixaba
As vítimas afirmam que uma empresária capixaba, conhecida como Tia Ruth, atuava como representante da plataforma no estado. Ela aparecia em vídeos utilizando uniformes, organizava palestras e orientava novos investidores.
A defesa da mulher afirma que ela não é responsável pela empresa. Segundo os advogados, a empresária conheceu a plataforma por meio de um amigo de Portugal, também investiu e teve prejuízo. Eles negam que o caso seja um esquema de pirâmide.
"Assim como todos os integrantes do marketing de multinível, ela promovia alguns eventos para amplificar informações e explicar para as pessoas como funcionava. Então, ela também, mas não somente ela, fazia palestras, convidava pessoas e, assim, movimentava o negócio", afirmou a defesa.
Conforme o advogado, ela era tida como referência devido aos lucros que teve, mas era uma participante comum.
Em um vídeo divulgado sobre o negócio, outra palestrante afirma que a EG Investment Group não tem registro no Brasil, mas nos Estados Unidos. "É totalmente legalizado e não é fiscalizado pelo Brasil, e sim pelos EUA", afirmou a mulher.
Segundo o jovem lesado, há pessoas que chegaram a perder mais de R$ 100 mil no esquema, porque acreditavam nos investimentos. Ele afirmou que palestrantes utilizaram a.é discursos religiosos para convencer novos participantes. "Eles acreditaram cegamente que aquilo era certo."
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