Mulher é morta com tiro na cabeça pelo companheiro em aldeia indígena de Aracruz
15/05/2026
(Foto: Reprodução) Mulher é morta com tiro na cabeça pelo companheiro em aldeia indígena de Aracruz
Uma mulher de 30 anos foi morta a tiros pelo companheiro na Aldeia Córrego do Ouro, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, na noite desta quinta-feira (14). Segundo a Polícia Militar, Angélica Coutinho da Vitória foi atingida na cabeça por um disparo de revólver calibre 32.
O suspeito do crime é o companheiro dela, José Fernando Ferreira Cesário, de 39 anos. De acordo com as investigações, após o disparo, o homem confessou o ocorrido a familiares e lideranças locais antes de ser detido. Ele foi autuado em flagrante por feminicídio e posse ilegal de arma de fogo.
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Dinâmica do crime e prisão
O delegado responsável pelo caso, Ricardo Barbosa, explicou que o suspeito contou o que tinha acontecido aos familiares dele.
"Inicialmente, esse suspeito se apresentou ao próprio pai, informando a situação que tinha ocorrido. Se apresentou também para o irmão da vítima e depois se apresentou ao cacique da aldeia, que o levou até a companhia da Polícia Militar no local", relatou o delegado.
O cacique da comunidade indígena conduziu o homem e a arma utilizada no crime até a delegacia, onde a prisão em flagrante foi formalizada.
Mulher é morta com tiro na cabeça pelo companheiro em aldeia indígena de Aracruz
Arquivo pessoal
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Versão do suspeito e investigação
Em depoimento à polícia, José Fernando afirmou que o crime aconteceu após um desentendimento motivado por ciúmes.
Segundo a versão do suspeito, Angélica teria atingido o companheiro com uma panela durante a discussão. Ele alegou que pegou o revólver apenas com o intuito de intimidá-la, mas a mulher teria tentado tomar a arma, momento em que ocorreu o disparo acidental.
"Durante a discussão ainda, ela teria se apoderado e entrado em conflito corporal com ele e efetuado um disparo contra a própria cabeça", relatou o delegado.
A Polícia Civil, no entanto, informou que apura o histórico do casal para verificar a real motivação e se já existia um contexto de violência doméstica anterior.
"A gente tem essa informação, mas estamos trabalhando com outras informações que estão chegando, no sentido de que ele já poderia ter pensado, já que ele tem outras armas em casa. A gente está verificando se havia uma certa violência, o grau de violência já dentro da residência", completou o delegado Ricardo Barbosa.
Angélica Coutinho da Vitória foi morta com tiro na cabeça pelo companheiro em aldeia indígena de Aracruz, espírito santo
Arquivo Pessoal
Armas e munições apreendidas
Além do revólver calibre 32 utilizado no crime, os policiais militares realizaram buscas na residência do suspeito e encontraram um arsenal ilegal.
Ao todo, foram apreendidas um revólver calibre 32 que foi usado no crime, uma espingarda calibre 28, uma espingarda calibre 32, 10 munições calibre 32 intactas, uma munição calibre 32 deflagrada, sete munições calibre 28.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do suspeito. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Espírito Santo.
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