Polícia prende suspeito de matar, decapitar e carbonizar acusado da morte da menina Araceli no ES
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Dante de Barros Michelini, durante interrogatório em 1980 por morte de menina Araceli, no Espírito Santo
Arquivo/ TV Gazeta
A Polícia Civil prendeu um suspeito pelo assassinato de Dante Michelini, encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Guarapari, no último dia 3. O homem veio da Bahia e estava morando em Guarapari há alguns meses.
O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, confirmou a prisão, informando apenas que "trata-se de um caso solucionado” e que os detalhes vão ser apresentados em uma coletiva de imprensa.
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'Dantinho', como era conhecido, foi encontrado em um sítio localizado em Meaípe. Ele foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país.
No entanto, as informações iniciais não relacionam o crime com a morte de menina.
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Polícia prende suspeito de matar e decapitar Dante Michelini
Nesta quarta-feira (11), equipes da polícia vão retomar as buscas com o suspeito na região do sítio onde o corpo de Dante Michelini foi encontrado, na expectativa de que ele indique o local onde fez o descarte da cabeça da vítima, que ainda não foi encontrada.
Policiais também querem esclarecer detalhes sobre a dinâmica do crime.
Entenda o caso
Dante de Brito Michelini, de 76 anos, foi encontrado morto, decapitado e carbonizado, em um sítio em Meaípe, em Guarapari. O corpo foi identificado Polícia Científica por meio de exame papiloscópico, que analisa impressões digitais, palmares e plantares.
A confirmação da morte foi feita por um de seus irmãos, que esteve no sítio onde a vítima foi encontrada poucas horas depois. O corpo estava em uma estrutura incendiada dentro da propriedade, após uma testemunha estranhar a ausência do dono do sítio e encontrar sinais de destruição no local.
Vídeo mostra sítio onde corpo de Dante Michellini foi encontrado no ES
Buscas para tentar encontrar a cabeça de Michelini estão sendo realizadas com o apoio de cães farejadores da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros desde quando o crime foi descoberto.
Uma piscina do sítio, que apresentava odor semelhante ao de corpo em decomposição, chegou a ser esvaziada. No local, porém, foram encontrados apenas restos de duas tartarugas.
Além das buscas na propriedade, a investigação focou também na rotina da vítima. A polícia disse que ia ouvir familiares e pessoas que tiveram contato recente com ele para entender com quem convivia, quais foram seus últimos encontros e os contatos feitos antes da morte. Um dos pontos apurados é a informação de que a família teria colocado o sítio à venda.
Dante de Brito Michelini foi um dos acusados pela morte da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, no Espírito Santo
Reprodução
Passado
Dante Brito Michelini foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país.
Dante era membro de uma das mais tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo. Inclusive, o avô dele, de mesmo nome, Dante Michelini, dá nome a uma das principais avenidas de Vitória.
Ao longo dos anos, a família se recusou a falar sobre o assunto com a imprensa diversas vezes. Em um raro registro, o pai dele, Dante de Barros Michelini, falou em 1993 da sua versão da razão pela qual seu nome e de seu filho foram ligados ao caso Araceli. (assista no vídeo abaixo)
"Nem eu, nem meu filho conhecíamos a Araceli, nem a mãe, nem o pai, nem coisa nenhuma. Fomos ligados ao caso após uma notícia de um jornal local", falou, na época.
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Dante era um dos principais acusados da morte de Araceli
Dante foi um dos três principais acusados pela morte de Araceli. A menina tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória, em 1973.
Em 1980, Dante de Brito Michelini chegou a ser condenado, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
Após nova análise do processo, que se estendeu por cinco anos, os réus foram absolvidos por falta de provas. O crime acabou sendo arquivado e nunca teve responsáveis punidos.
Em memória à menina Araceli, o dia 18 de maio foi instituido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000.
Todos os anos, nesta data, a impunidade sobre a morte de Araceli é lembrada e diversas atividades para discutir o tema são realizadas no Brasil.
*Com informações de Vilmara Fernandes/A Gazeta
Caso Araceli
Reprodução/TV Gazeta
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