Policial apontado como maior traficante do ES emprestava dinheiro, vendia armas e oferecia proteção a criminosos

  • 31/03/2026
(Foto: Reprodução)
Policial apontado como maior traficante do ES emprestava dinheiro e vendia armas O policial civil Eduardo Tadeu, apontado como chefe de um esquema de tráfico de drogas no Espírito Santo, também atuava como agiota, além de vender armas e proteger criminosos. É o que aponta novos documentos da investigação obtidos com exclusividade pela TV Gazeta. Eduardo tinha sido afastado do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) do estado em 2017 por suspeitas de irregularidades, mas mesmo após denúncias e investigações voltou a atuar na unidade de combate ao tráfico. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O caso veio à tona em reportagem do Fantástico exibida no domingo (29), com áudios, vídeos e depoimentos da investigação da Polícia Federal e do MPES. Eduardo Tadeu é chamado de "maior traficante do estado". As apurações concluíram que policiais civis do Denarc teriam se aliado a criminosos para desviar entorpecentes apreendidos em operações e realizar a revenda no mercado ilegal por meio de traficantes ligados ao grupo. Além de Eduardo Tadeu, o policial civil Erildo Rosa também está preso, enquanto outros três estão afastados. Além disso, 15 policiais militares foram investigados e denunciados por envolvimento com o tráfico de drogas. Reprodução/TV Gazeta Sobre as novas denúncias, a defesa de Eduardo Tadeu não quis se manifestar. Já o advogado de Erildo Rosa disse que não há elementos concretos que comprovem a participação dele em qualquer organização criminosa. Lista de crimes extensa As investigações da força-tarefa de combate ao crime organizado da Polícia Federal encontraram uma troca de mensagens no celular do traficante Yago Sahib Bahia, conhecido como Passarinho, ligado ao PCC, com o policial civil Eduardo Tadeu. O conteúdo mostra uma relação de negócio do criminoso com Eduardo, com fotos de pistola e fuzil. As imagens dessas armas também circulavam entre outros criminosos, que faziam negociações. No mesmo dia da troca de mensagens, Eduardo se encontrou com um traficante e Yago filmou, de dentro do próprio carro, uma grande quantia de dinheiro em espécie no console do veículo. Em depoimento, Yago disse que o policial atuava como um agiota, emprestando dinheiro. "Já peguei dinheiro com ele", afirmou o traficante. Troca de mensagens do policial civil Eduardo Tadeu com traficante no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Mais troca de favores Nas conversas, de fevereiro de 2024, Yuri encaminhou fotos e o endereço de outro traficante para o policial civil. Na mesma data, os dois mantiveram longas chamadas de áudio e vídeo (uma delas com duração de quase uma hora) e combinaram um encontro. O traficante citado nas mensagens era Luan Alexandre Coutinho Augusto, que foi preso no dia seguinte durante uma operação do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc). Segundo a denúncia, as conversas entre o policial e integrantes do tráfico não se limitavam a esse caso. Em outro trecho da investigação, um suspeito identificado como Tiago Rodrigues Libera aparece negociando a compra de drogas com Eduardo. Nos registros, o contato de Tiago estava salvo como "Fedorento" ou "Fedor 2". Nas mensagens, ele questiona se o policial tinha "peixe" e "chá" para vender, termos usados, respectivamente, para se referir à cocaína e à maconha. Tiago também foi preso na última fase da Operação Turquia. Durante os depoimentos, outro traficante afirmou que Eduardo insistia para que ele entregasse nomes de rivais, com o objetivo de realizar novas apreensões. A investigação aponta ainda que o policial oferecia proteção a traficantes e pode ter participado de esquemas de desvio de drogas apreendidas, que não teriam sido registradas nos boletins de ocorrência. "Laranjas podres" Delegado-geral da Polícia Civil comenta denúncia de tráfico de drogas dentro da corporação O atual delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darci Arruda, afirmou na segunda-feira (30) que a instituição não vai hesitar em punir desvios internos, se referindo às denúncias de envolvimento de policiais civis com o tráfico de drogas. Em entrevista ao Bom Dia ES, Arruda usou a metáfora de "laranjas podres" para classificar os investigados e ressaltar que a conduta deles é uma exceção dentro da força policial. "Toda instituição tem os seus problemas. Toda instituição tem as suas laranjas podres. Nós estamos agora cortando a própria carne. Não podemos deixar que 10 policiais possam manchar a imagem de 2.000 policiais", declarou. Apesar de saber que havia investigações em curso, o chefe da Polícia Civil disse ter ficado "surpreso e indignado" quando tomou conhecimento da "grandeza" e da "amplitude" do esquema criminoso revelado pela operação. Questionado sobre o tempo de investigação, que se arrasta por nove anos sem que os agentes tivessem sido afastados anteriormente, o delegado-geral explicou que o processo foi complexo por não envolver prisões em flagrante com entorpecentes. Segundo ele, o caso foi construído com base em "provas indiretas", como depoimentos, extrações de dados e vestígios. Policial civil preso A segunda fase da Operação Turquia II, da Polícia Federal, foi deflagrada no último dia 18. A operação aconteceu no Espírito Santo e em outros 14 estados com 112 mandados de prisão previstos. Eduardo Tadeu foi o segundo policial do Denarc preso em menos de 4 meses por relação com traficantes. Na primeira fase da operação, em novembro de 2025, um policial civil foi preso e outros dois foram afastados das funções, inclusive o policial detido. Os três atuavam no Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc). Sede da Polícia Federal em Vila Velha Ricardo Medeiros Investigações começaram após prisão de traficantes Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram após a prisão em flagrante de um dos principais chefes do tráfico de drogas da região da Ilha do Príncipe, na capital, em fevereiro de 2024. Com o avanço das apurações, foram identificados indícios de ligação entre o investigado e servidores públicos, apontando possível cooperação ilícita durante ações policiais. Parte das drogas apreendidas não era registrada em boletins de ocorrência e acabava desviada. Na primeira fase da operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e três medidas cautelares de afastamento de policiais civis. Com a continuidade das investigações, novos elementos indicaram o possível envolvimento de outro policial civil do mesmo setor, além de lideranças do tráfico que atuariam em conjunto com os servidores. No Espírito Santo, a operação contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e da Corregedoria da Polícia Civil. Policiais civis são afastados por suspeita de desvio de drogas para facção criminosa O que diz a Polícia Civil A Polícia Civil informou que, por meio da Corregedoria Geral da Polícia Civil (CGPC), participou das ações deflagradas, no âmbito da Operação Turquia 2, prestando apoio à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público do Espírito Santo no cumprimento de mandados de busca e apreensão, de um mandado de prisão e de uma medida cautelar de afastamento de função pública, em desfavor de Oficiais Investigadores de Polícia (OIP). Eduardo Tadeu já se encontrava afastado desde a primeira fase da operação e foi encaminhado ao presídio de policiais civis (Alfa 10). A corporação disse ainda que também foi cumprida medida cautelar de afastamento de função pública em relação a outro servidor, que não figurava entre os investigados na fase anterior. Dois servidores já se encontravam afastados anteriormente a esta etapa da operação. O policial civil preso na 1ª fase, no contexto da mesma investigação, permanece custodiado no Alfa 10. A Corregedoria Geral da Polícia Civil informou que as apurações disciplinares já se encontram em andamento desde a primeira fase da operação. Com a deflagração desta nova etapa, eventuais novos elementos de prova serão incorporados aos procedimentos administrativos já instaurados, bem como poderá haver a inclusão de novo servidor no rol de investigados. As investigações criminais seguem sob responsabilidade do Gaeco e da Polícia Federal. Delegado-geral da Polícia Civil comenta investigações sobre desvios de drogas Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

FONTE: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2026/03/31/policial-apontado-como-maior-traficante-do-es-emprestava-dinheiro-vendia-armas-e-oferecia-protecao-a-criminosos.ghtml


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