'Tinham que agir e não seguiram protocolo', diz comandante da PM sobre 6 policiais que presenciaram colega executar 2 mulheres no ES

  • 15/04/2026
(Foto: Reprodução)
Comandante da PM diz que policiais descumpriram protocolo de intervenção Os seis policiais que presenciaram a execução de duas mulheres em Cariacica, na Grande Vitória, não seguiram o protocolo da Polícia Militar do Espírito Santo que prevê intervenção em ocorrências que atentam contra a vida, segundo disse o comandante-geral, coronel Ríodo Lopes Rubim, nesta quarta-feira (15). As vítimas foram mortas por um cabo que integrava a patrulha que foi atender a ocorrência.  “Os nossos protocolos, que são ensinados na academia, nas instruções, nas capacitações, preveem a intervenção em todo crime. Em toda tentativa contra a vida deve haver a intervenção dos nossos agentes, mesmo por parte de um colega ou quem quer que seja. Ali, eles tinham que agir”, afirmou em entrevista ao Bom Dia ES. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp No dia 8 de abril, o cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale foi flagrado por câmeras fardado, em horário de serviço, atirando à queima-roupa contra Daniele Toneto, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31. Elas eram vizinhas da ex mulher do cabo e tinham se envolvido, pouco tempo antes, em um desentendimento com a mulher. "Ele feriu a honra da instituição", disse coronel Ríodo Lopes Rubim. Após o crime, cabo do Vale, como é conhecido, foi preso em flagrante. Superior estava no local do crime De acordo com o comandante, havia um superior hierárquico ao cabo do Vale entre os policiais na ocorrência. “Então, é o que se espera do mais antigo: que tome as providências. Ele teria dado voz de prisão ao final, mas aí o crime já havia sido cometido. O que se esperava era uma atitude anterior dos nossos policiais”, disse Rubim. Novo vídeo mostra momento em que policial militar chega e atira em casal de mulheres, no dia 8 de abril, em Cariacica, Espírito Santo Reprodução/Rede social Seis policiais militares acompanharam o cabo do Vale e testemunharam o crime sem reagir para evitar a ação, conforme registrado por câmera de segurança. O g1 teve acesso aos nomes dos policiais que presenciaram o crime. São eles: Edson Luiz da Silva Verona - soldado Eduardo Ferro Coradini - soldado Filipe Gonçalves Vieira - soldado Hilario Antônio Nunes - cabo Lucas Nogueira Oliveira - aluno soldado Valfril do Carmo Carreiro - 3º sargento O comandante-geral informou que todos foram afastados das atividades nas ruas e estão com o armamento suspenso. Foi feito o pedido de afastamento completo, mas ainda falta decisão da Justiça para que a medida seja efetivada. O coronel Rubim esclareceu ainda que a sétima pessoa que aparece nas imagens apontada, inicialmente, como policial militar, era na verdade um civil, um morador do bairro que passava pelo local e indicou onde uma primeira viatura estava. MAIS SOBRE O CASO: Policial militar suspeito de matar casal de mulheres: o que se sabe e falta esclarecer sobre crime no ES Novo vídeo mostra momento em que policial militar atira e mata casal de mulheres em Cariacica 'Ele é um psicopata. Não pode estar armado, nem nas ruas', diz irmã de uma das mulheres executadas por policial Policial militar mata casal de mulheres a tiros durante confusão Demissão do PM A Polícia Militar do Espírito Santo abriu um processo demissionário contra o policial. A informação foi confirmada pelo comandante-geral. “Já determinei a abertura do processo demissionário para o cabo do Vale, porque ele feriu a honra da instituição, o decoro, coisa com a qual nós não coadunamos. Nós saímos diariamente às ruas para proteger e servir as pessoas, então já está instaurado esse procedimento”, disse. Segundo o coronel, o prazo para a conclusão do inquérito militar é de 20 dias. No entanto, não houve precisão em relação ao período para a conclusão do processo demissionário. Procurada, a Associação das Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (ASPRA-ES) informou que o policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale não é associado. Foi disponibilizado um advogado para atender o cabo, mas depois ele seguiu com advogado particular. O g1 não conseguiu localizar a defesa do cabo do Vale. Cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale atirou e matou duas mulheres em Cariacica, Espírito Santo Reprodução/Rede social Cabo não tinha autorização para sair do trabalho Atualmente, o cabo do Vale atuava como guarda em uma companhia da corporação em Itacibá, também em Cariacica. A PM não detalhou qual função específica ele desempenhava, mas informou que se tratava de atividade administrativa. Ele estava afastado das atividades nas ruas desde a morte de uma mulher trans conhecida como Lara Croft, em 2022, atingida por cinco tiros durante uma abordagem no bairro Alto Lage, em Cariacica. Ainda durante a entrevista, o comandante-geral comentou os questionamentos sobre o fato de o crime ter ocorrido durante o horário de trabalho do policial, que deixou o posto fardado e armado para resolver uma situação pessoal com as vítimas. Segundo o coronel, o policial não tinha autorização direta para sair do posto e se deslocar até o local do crime, embora tenha solicitado apoio por rádio durante o trajeto. “Não houve autorização expressa nem tátita para ele deslocar-se de Itacibá até Cruzeiro do Sul. Em todo o serviço, em todo o turno, há um supervisor. Não está claro, está tudo sendo investigado, levantado. Ele pediu apoio via rádio para deslocar uma viatura da companhia, que trabalha ali próximo à companhia de Itacibá, é que teria dado esse apoio para ele nesse deslocamento”, disse. Cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale atirou e matou duas mulheres em Cariacica, Espírito Santo TV Gazeta De acordo com o comandante-geral, o protocolo determina que o atendimento a uma ocorrência seja feito pela viatura responsável pela área. Dados de geolocalização indicam que havia ao menos três viaturas nas proximidades do endereço das vítimas, sendo duas da região de Cruzeiro do Sul, área da 2ª Companhia. Ainda assim, a ocorrência acabou sendo conduzida por uma equipe que se deslocou de Itacibá com o cabo. Associação repudia afastamento de policiais O g1 não conseguiu contato com os seis policiais afastados do trabalho. Sobre esses policiais, a ASPRA-ES se manifestou e entende que o caso envolve a conduta isolada de um policial militar. A associação criticou o afastamento dos demais agentes e afirmou que a punição foi aplicada de forma indiscriminada. A entidade disse que os agentes "não contribuíram para a ação, não possuíam conhecimento prévio e tampouco tinham condições de antecipar a atitude do autor, cuja conduta foi repentina e inesperada, impossibilitando qualquer intervenção preventiva por parte da equipe". "É inadmissível que profissionais que agiram corretamente sejam agora alvos de 'medidas cautelares' com nítido caráter punitivo, aparentando servir apenas como resposta à imprensa e à sociedade. Reforçamos que não defendemos condutas ilegais, devendo o caso ser tratado com legalidade e transparência", disse através de nota. Imagens detalharam a ação Novo vídeo mostra momento em que policial militar atira em casal de mulheres em Cariacica Novas imagens de uma câmera de segurança repercutiram nesta terça (14), por registrarem com mais detalhes o que aconteceu no caso das mulheres mortas, desde a chegada do policial militar ao endereço das vítimas, até o momento em que ele atira diversas vezes. O vídeo mostra as vítimas sentadas em um degrau na calçada, próxima ao prédio onde moravam. Uma viatura para em frente às duas, enquanto uma segunda estaciona em uma rua perpendicular. Segundos depois, seis policiais aparecem dobrando a esquina e caminham em direção ao casal. Luiz Gustavo vai à frente, já com a arma nas mãos. Relembre o caso O crime aconteceu na noite do dia 8 de abril, no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica, na Grande Vitória. De acordo com a apuração, a ex-mulher do militar ligou para ele relatando uma discussão com o casal e dizendo que o filho dos dois também estaria envolvido na situação. Testemunhas contaram que as duas vítimas e a ex-esposa do policial moravam em andares diferentes. Segundo moradores, a ex-companheira do agente foi ameaçada pelo casal horas antes do crime. Daniele Toneto e Francisca Chaguiana Dias Viana foram mortas a tiros por policial militar em Cariacica, Espírito Santo Reprodução Ainda de acordo com testemunhas, a discussão começou por causa de um ar-condicionado. As mulheres trocavam acusações sobre um possível furto de energia, apesar de residirem em andares distintos. Na manhã de quarta (8), elas voltaram a discutir, e as vítimas mencionaram o filho que a ex-esposa do PM tem com ele. Foi nesse momento que ela acionou o ex-marido, em horário de trabalho. Após a ligação, o cabo deixou o posto onde atuava em função administrativa e foi até o endereço acompanhado de outros policiais. Testemunhas relataram que houve uma discussão antes dos disparos. Daniele morreu no local. Francisca chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, o policial foi preso. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

FONTE: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2026/04/15/comandante-da-pm-do-es-diz-que-policiais-nao-seguiram-protocolo-em-caso-de-morte-de-casal-eles-tinham-que-agir-de-alguma-maneira.ghtml


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